DIRECTOR: JORGE LEMOS PEIXOTO  |  FUNDADOR: JOAQUIM LETRIA

As pessoas em fase de doença terminal, hoje, têm direito a não quererem prolongar o seu irreversível e mortífero sofrimento.

A eutanásia está plasmada em lei. Finalmente! A eutanásia não é passível de ser referendada, já que é uma decisão individual e só ao próprio diz respeito. Prolongar a atroz agonia de quem está em estado consciente e com doença irreversível não é compatível com a dignidade humana e menos ainda com apregoados valores cristãos… Portugal é um País laico e não pode estar sujeito a pressões da Igreja. O beato Presidente da República tudo fez para que esta lei não fosse avante. As manobras em curso junto do Tribunal Constitucional, para fiscalização sucessiva da lei, por parte da direita extrema e da extrema-direita, PSD e Chega, respectivamente, são astúcias dilatórias…

O Papa Francisco nas questões primordiais é retrógrado e uma vez mais revela máxima ortodoxia, tendo sido infeliz, ao dizer que a eutanásia “mata as pessoas”. Digam-lhe que os pacientes estão num tal indizível sofrimento, que já morreram em vida!