DIRECTOR: JORGE LEMOS PEIXOTO  |  FUNDADOR: JOAQUIM LETRIA

Venho por este meio expor a minha indignação relativamente aos critérios de atribuição dos apoios sociais anunciados pelo Governo na passada semana. Segundo entendi, o apoio de 125 euros será atribuído a cada contribuinte tendo em conta o IRS relativo a 2021.
Além de se tratar de um apoio cego, que não distingue quem aufere 800 euros de quem aufere 2700 euros, é também um apoio atribuído com base em indicadores do passado. Não existe forma de definir a concessão do apoio em função de uma realidade mais recente?
No meu caso particular, ficarei excluído desse apoio porque o IRS de 2021 traduz uma realidade que nada tem a ver com a atual. Mudei de emprego em julho de 2021 e tive um decréscimo muito considerável no meu rendimento, pelo que a realidade do IRS do ano passado em nada reflete a minha realidade atual, uma vez que nos últimos 14 meses aufiro um rendimento mensal de 1040 euros brutos. Talvez seja uma penitência por ter tido um nível de rendimento muito confortável no primeiro semestre de 2021 e que, infelizmente, deixou de se verificar a meio do ano. O conforto e solidez financeira que tinha há 14 meses já não existe, mas ainda assim serei excluído. Deduzo que o Governo me considere imune à inflação e como parte da classe alta, com os meus 1040 euros brutos.

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