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Recato

Agora virou moda, algumas pessoas que se destacam na sociedade publicarem livros ou darem entrevistas acusando uns e outros das suas próprias desgraças. Tal qual adolescentes imaturos, lamentando o seu destino.  Mas se tivessem a noção que, sendo figuras públicas, o recato só lhes fica bem, certamente evitavam estas polémicas absurdas.

Ângelo Santos, Peniche

Cotrim de Figueiredo

Sobre a saída de Cotrim de Figueiredo da liderança da Iniciativa Liberal, sabemos que há eleições para o Parlamento Europeu (PE), em maio/junho de 2024 (daqui a pouco mais de um ano) e que com a votação conseguida na última ocasião em que o partido foi às urnas (mais de 270 mil votos), é espectável que aspire a ter representação no PE.
Assim, Cotrim de Figueiredo, não sendo ‘cabeça’ do partido, mas tendo lá alguém de confiança mútua poderá ser o mais bem colocado para encabeçar a lista para essa eleição.

Luís Fernandes, via e-mail

Reformados do BPN

No passado dia 5 de Setembro foi promulgado o decreto-lei n.º 57-C/2022 que visa a atribuição de apoio financeiro às famílias em face dos efeitos da inflação. Infelizmente não contempla todos os portugueses. Fora estão os ex-funcionários reformados do BPN.

Como é sabido, este banco foi nacionalizado, tendo alguns colaboradores migrado para a esfera do Estado. Em 2011, todos bancários que se encontravam inscritos no sistema CAFEB foram transferidos para a Segurança Social.

Assim, sempre que um ex-colaborador do extinto BPN se reforma, passa a receber a sua pensão pela Segurança Social, sendo que uma pequena percentagem da mesma é da responsabilidade da Segurança Social e a grande fatia é paga pela CGA (Caixa Geral de Aposentações). Podemos dizer que a CGA tem uma responsabilidade de cerca de 80% a 90% do encargo.

Quando se iniciou o pagamento da meia pensão tão propalada pelo governo, aguardei o crédito. Efetivamente tinha recebido a reforma por inteiro, e meia reforma no que à Segurança Social dizia respeito. Faltava a maior fatia. A da CGA.

Contactei a CGA que de imediato passou a responsabilidade para a Segurança Social. Entrei em contacto com a Segurança Social. Qual o meu espanto quando a pessoa que me atendeu me diz “os reformados do BPN não têm direito à meia pensão da CGA. Não estão contemplados no Dec. Lei 57-C/2022.”.

Ainda hoje me interrogo do porquê desta situação. Por que razão os ex-colaboradores continuam a pagar uma fatura para a qual não contribuíram. O País conhece os verdadeiros culpados, bem como alguns dos clientes que levaram à derrocada do BPN.

Joaquim Campos, via e-mail

Reformas

A ameaça do inquilino de S. Bento é de que, devido a esta inflação atípica, a fórmula socialista de Vieira da Silva teria de ser abandonada, caso contrário a sustentabilidade da Segurança Social teria os dias contados e daqui por treze anos não haveria reformas para ninguém.

Ora, segundo o O.E. foi fácil desmontar esta tramoia. O que é mais grave é que na altura da comunicação ao país do senhor primeiro-ministro, as contas já estavam mais do que feitas tratando-se assim de uma ameaça infundada, apenas com o intuito de baixar o défice do Estado à custa das reformas, algumas dela miseráveis.

Assim sendo, alguém devia exigir a este governo que reponha os cálculos aprovados por eles próprios, ou seja, tendo por base a taxa da inflação, pois segundo os cálculos a sustentabilidade está de boa saúde até 2060.

Henrique Cardial, Porto

Rendas

Muitas pessoas queixam-se das rendas de casa altas. Muitos estudantes viram-se e desejaram-se para encontrar um quarto. Todos merecem uma casa. A lei do mercado dita regras. Não caberá ao governo subverter a lei da oferta e procura. Porém, algumas medidas para minorar o problema do arrendamento seriam prova de que vivemos num país civilizado.

Ângelo Santos, Peniche

Kamov

Esta telenovela dos Kamov estava quase a acabar. Depois de muitas polémicas pelo meio, falta de peças, falta de inspeção, proibição de voar no âmbito das restrições que a União Europeia impôs por serem material russo, agora que íamos fazer uma boa ação e oferecê-los à Ucrânia, vem a Rússia dizer que não os podemos dispensar porque isso mesmo faz parte do contrato da venda.

Mas que grande chatice. Lá teremos de continuar a aguentar com eles a pagar parque em Ponte de Sor. Talvez até estejam a estorvar. Quem sabe? Seria talvez melhor ideia colocá-los em parques infantis para as crianças brincarem. Pelo menos não pagavam parque.

José Rebelo, Caparica

Lares

Ana Mendes Godinho reagiu com mais um inquérito ao caso da idosa que faleceu com o corpo parcialmente coberto por formigas num lar em Boliqueime. A Segurança Social recebeu uma queixa no início do mês. Porque só agora actuou? Quantas situações de negligência graves abundam em lares tutelados/apoiados pela Segurança Social? Quantos utentes estão em lares sem condições de se defenderem ou sequer protestarem? A fiscalização na generalidade dos lares é deficiente. Quantos utentes respondem com sinceridade quando são abordados por um técnico? Quem não cuida dos indefesos não merece perdão. Ao invés de dinheiro para a banca falida, para a TAP e para a guerra, cuidem das pessoas em situação de vulnerabilidade.

Ademar Costa, Póvoa de Varzim

Regozijo

Manifesto o meu regozijo e felicito todos aqueles que resolveram dar via ao Tal & Qual – o nosso jornal.

Fui durante anos leitor e entusiasta do dito. Passaram por esta casa diretores e colaboradores que muito estimo e aprecio.

Mantenho o mesmo hábito, direi mesmo que é o único jornal/revista que adquiro todas as semanas.

Parece um exercício de bajulice, mas é somente reconhecer positivamente o trabalho de muitos.

O próximo número ainda vai ser melhor.

Bom trabalho.

Luís Jordão, Ponte de Sor

Questão de exemplo

A grande maioria dos cidadãos portugueses não usufruem de rendimentos suficientes que lhes permitam adquirir ou trocar de viaturas, talvez porque têm vindo a ser penalizados com impostos que, entre outras coisas, têm servido para financiar entidades cuja gestão é pouco eficiente, e cujos resultados podem suscitar dúvidas ao contribuinte.

Quando o país é surpreendido com a notícia de que o governo se prepara para privatizar a maioria da TAP, ao mesmo tempo a companhia vai adquirir uma nova frota automóvel de gama alta para os seus quadros superiores.

Quando vivemos uma crise que coloca em causa a subsistência de muitas famílias, e não obstante a mesma financiamos de forma dissimulada a transportadora aérea com os nossos impostos, não seria necessária a intervenção do Sr. Presidente da República apelando ao bom senso para se adiar esta aquisição? Porque bastava que os responsáveis daquela entidade pensassem que aos servidores do Estado lhes é exigido que deem os melhores exemplos.

Américo Lourenço, Sines

País de anões

Quero agradecer ao v/ jornal na pessoa do Sr. José Paulo Fafe por serem os únicos (além da corajosa Dra. Rita Garcia Pereira) a quebrarem o silêncio vergonhoso que paira sobre a fuga ao Fisco de um selecionador de futebol de Portugal, de seu nome Fernando Santos. Deveria ter sido demitido pela Federação.  Isto é um país de “anões”.

João Peixinho, Aveiro