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Futrês

Realmente hoje é tudo diferente. Do dia para a noite tudo é “resiliente”.

E vamos lá saber por que razão os meninos e meninas das televisões

“tentam perceber”… Já não chegava o Futrês a dar-nos conta de que “quando vais marcar um penálti tens que”… E estas ‘originalidades linguísticas’ devem ser tão apelativas que toda a gente começa a falar igual.

Talvez sejam ‘janelas de oportunidade’ para a evolução da língua. Todos aprendemos que as línguas evoluem por duas vias: popular e erudita. Já não nos bastava o acordo ortográfico?

Permitam-me um conselho: leiam o Jorge Morais, o José Júdice ou o José Paulo Fafe…

Celestino Castro, via e-mail

Medidas

Enquanto a maioria dos políticos gasta os dias em polémicas estéreis, os portugueses pagam mais 35€60 do que há 9 meses por um cabaz familiar com os alimentos tidos como essenciais. Certo que vivemos numa economia sujeita a regras de mercado. Ainda assim, as medidas do governo são possíveis, respeitando os princípios de uma sociedade capitalista.

Ângelo Santos, Peniche

Escalada do conflito

A loucura de um homem faz tremer o mundo quando a cegueira pelo poder, com a imposição da sua vontade sobre um povo, denuncia uma firmeza em subjugar o mesmo a uma vontade suicida, incutindo nos inocentes a necessidade de defender a pátria, quando este é apenas um argumento para justificar a escalada de um conflito bélico, cujo desfecho desconhecemos, mas que fará certamente muitas vítimas inocentes

Não faz sentido uma guerra sem razão de ser, em que ditadores usam o seu poder para humilhar os povos, passando para as sociedades a imagem de grandes estadistas, quando não passam de seres falhados, não sendo capazes de assumir os seus erros, fazendo com que sejam os outros a pagar com a própria vida, pelas decisões reveladoras da sua própria cobardia.

Américo Lourenço, Sines

Degradação urbana

Casos de degradação urbana prolongada no tempo inquietam, certamente, várias pessoas e afetam diferentes locais. Por exemplo, existem em Tavira duas construções, em ruas centrais da cidade (rua da Liberdade e rua José Pires Padinha), devolutas e degradadas há dezenas de anos, sem se vislumbrar uma evolução positiva (imagino que pela complexidade legal e pela inércia da autarquia).
Ao que me dizem, nestes exemplos, há o problema da propriedade, dada a existência de múltiplos herdeiros espalhados pelo mundo e herdeiros que nem se sabe quem são.
Pergunto: Que legislação regula casos assim? Qual o papel da(s) autarquia(s) na busca de uma solução para resolver a degradação urbana?
Se a legislação atual permite perpetuar estes casos, porque não adaptar a lei?

Luís Cruz Fernandes, via e-mail

Prudência

O Presidente da República gosta de opinar sobre os mais variados temas. Esse gosto nunca será alicerce de uma presidência afastada de polémicas.  Se viver no Palácio de Belém como um eremita não revelará bom senso, falar sem cautela não é igualmente exemplo de prudência. Num equilíbrio entre cinzentismo político e surgimento constante nas notícias, talvez resida a fórmula para evitar embaraços desnecessários.

Ângelo Santos, Peniche

Ex-governador

Bem-haja ao vosso jornal pela revelação (edição de 30.11.22) da verdadeira actuação totalmente incompetente e manhosa do ex-governador do Banco de Portugal (BdP), Carlos Costa, na ‘débâcle’ do BES, que teve a conivência do poder político da altura (governo Passos/Portas). O próprio Presidente (Cavaco Silva, ‘emérito’ economista) proferiu afirmações públicas, assegurando a solvabilidade daquele banco, sem qualquer consistência técnica, das quais se veio a justificar cobardemente, escudando-se no referido governador.

O sr. Carlos Costa contribuiu para a pesada herança de prejuízos sofridos por muitos milhares de cidadãos clientes do BES e não tem qualquer autoridade moral para criticar o governo posterior e muito menos o dr. Mário Centeno (ex-ministro das Finanças e actual governador do BdP) pelas acções empreendidas, visando recuperar a credibilidade do sistema bancário português.

José Ferreira da Silva, Entroncamento

Recato

Agora virou moda, algumas pessoas que se destacam na sociedade publicarem livros ou darem entrevistas acusando uns e outros das suas próprias desgraças. Tal qual adolescentes imaturos, lamentando o seu destino.  Mas se tivessem a noção que, sendo figuras públicas, o recato só lhes fica bem, certamente evitavam estas polémicas absurdas.

Ângelo Santos, Peniche

Cotrim de Figueiredo

Sobre a saída de Cotrim de Figueiredo da liderança da Iniciativa Liberal, sabemos que há eleições para o Parlamento Europeu (PE), em maio/junho de 2024 (daqui a pouco mais de um ano) e que com a votação conseguida na última ocasião em que o partido foi às urnas (mais de 270 mil votos), é espectável que aspire a ter representação no PE.
Assim, Cotrim de Figueiredo, não sendo ‘cabeça’ do partido, mas tendo lá alguém de confiança mútua poderá ser o mais bem colocado para encabeçar a lista para essa eleição.

Luís Fernandes, via e-mail

Natal

Não por estes dias, mas pelas férias do Natal, eu e os meus irmãos íamos ao musgo para construir o presépio com as figuras recicladas do ano anterior.

Uns anos mais tarde começou a germinar a moda do pinheiro de Natal: 15 dias depois, os pinheirinhos enchiam os caixotes do lixo. As autarquias começaram a investir nas árvores montadas nas praças públicas, o mais eletrificadas possível. Anunciava-se até o número de lâmpadas.

Aqui chegados, este ano mandaram-nos poupar luz pelas razões conhecidas. Sugeriram-nos aderir aos mercados regulados. Só 60% da eletricidade que gastamos é energia renovável. Alguma dessa energia é gerada em painéis fotovoltaicos. Quando se acendem as luzes das árvores de Natal não há sol. Então de onde vem a energia que faz brilhar as árvores de Natal? Também é do mercado regulado? Quem paga?

Saudades do meu presépio.

José Rebelo, Caparica

Reformados do BPN

No passado dia 5 de Setembro foi promulgado o decreto-lei n.º 57-C/2022 que visa a atribuição de apoio financeiro às famílias em face dos efeitos da inflação. Infelizmente não contempla todos os portugueses. Fora estão os ex-funcionários reformados do BPN.

Como é sabido, este banco foi nacionalizado, tendo alguns colaboradores migrado para a esfera do Estado. Em 2011, todos bancários que se encontravam inscritos no sistema CAFEB foram transferidos para a Segurança Social.

Assim, sempre que um ex-colaborador do extinto BPN se reforma, passa a receber a sua pensão pela Segurança Social, sendo que uma pequena percentagem da mesma é da responsabilidade da Segurança Social e a grande fatia é paga pela CGA (Caixa Geral de Aposentações). Podemos dizer que a CGA tem uma responsabilidade de cerca de 80% a 90% do encargo.

Quando se iniciou o pagamento da meia pensão tão propalada pelo governo, aguardei o crédito. Efetivamente tinha recebido a reforma por inteiro, e meia reforma no que à Segurança Social dizia respeito. Faltava a maior fatia. A da CGA.

Contactei a CGA que de imediato passou a responsabilidade para a Segurança Social. Entrei em contacto com a Segurança Social. Qual o meu espanto quando a pessoa que me atendeu me diz “os reformados do BPN não têm direito à meia pensão da CGA. Não estão contemplados no Dec. Lei 57-C/2022.”.

Ainda hoje me interrogo do porquê desta situação. Por que razão os ex-colaboradores continuam a pagar uma fatura para a qual não contribuíram. O País conhece os verdadeiros culpados, bem como alguns dos clientes que levaram à derrocada do BPN.

Joaquim Campos, via e-mail